12/07/2008

Visitando o Coringa


Terça-feira, 8:40 AM. Ponho o pé no Shopping Frei Caneca. A iluminação fraca, os seguranças com olheiras, as lojas fechadas e um tremendo espaço vazio conferem ao local um ar estranho, preguiçoso. Pois bem, me dirijo às salas de cinema, onde já tem uma galerinha nerd e uns jornalistas maduros. Todos ansiosíssimos pelo novo filme do Batman.


A entrada foi liberada depois de um tempinho de atraso – isso porque, segundo a organização, atrasos não seriam tolerados (adoro essas ameaças tipicamente brasileiras: elas nunca funcionam). Jornalistas liberados, press kits entregues (bem xoxos, por sinal) e o melhor: fartura no café-da-manhã. Nossa, as bombinhas de chocolate estavam realmente boas.

Começa o filme (digo, um curta em desenho animado que eu nem prestei muita atenção). [Treze minutos depois] Agora sim, Batman - O Cavaleiro das Trevas. Gente, a partir daquele instante eu não conseguia mais me mover da poltrona. Angústia, pavor, sustos e incredulidade são só alguns dos sentimentos que o tal do filme causa. Os atores são excelentes (até a bulldog Maggie Gyllenhaal, acreditem!), a produção impecável (as locações são muito bem-arquitetadas, diferentemente do anterior) e Heath Ledger. Sim, Heath merece uma categoria só dele.


Christian Bale continua dando um show como o homem morcego, que desta vez aparece muito mais do que Bruce Wayne himself. O lado afetivo do personagem não é tão explorado, dando lugar a um super-herói mais ativo nos seus afazeres para com Gotham. Morgan Freeman e Michael Caine são os responsáveis pelas piadinhas do filme (umas até boas, outras só para nerds ‘babo-na-camiseta’ rirem). Maggie Gyllenhaal substitui Katie Holmes, como Rachel Dawes, com competência, se bem que essa tarefa não era nada difícil.

E Heath Ledger? Bem, ele tinha que morrer depois desse papel. O Coringa é o psicopata mais bizarro da vida e, apesar disso, encanta a platéia de uma maneira! Sádico, individualista, egoísta e com um ar de malandro, passa a imagem de um moleque mimado, que quer tudo a seu jeito. E a caracterização é de uma morbidez... Enfim, deixa o sr. Batman no chinelo.

Quanto ao enredo, nem vou comentar. A historinha vocês conferem no cinema mesmo.

Assistam, porque vale a pena.

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu vi o filme um dia após o lançamento. Filas se formaram para entrar na sala do cinema meia hora antes do filme iniciar. Sobre o espetáculo, estaria chovendo no molhado se falasse muito. Filme excelente: tenso do começo ao fim, provocador e inovador. Passou longe da previsibilidade típica das recentes adaptações cinematográficas de HQ´s, como O Quarteto Fantastico e Motoqueiro Fantasma.