Fui só eu ou vocês também acharam essa chamada sensacional? O SBT não cansa de nos surpreender... Muda as oxigenadas Hebe e Adriane Galisteu de seus horários a todo instante, não pára de reprisar Chaves e Chapolim, emprega a esposa, Íris Abravanel, no cargo de noveleira, insiste no modelo decadente do programa Ídolos – agora Astros – e agora vem com essa história de Pantanal.
Quer saber de uma coisa? Adoro!
É claro que uma medida dessas, principalmente se incomodar na audiência, vai causar polêmica. Toda essa bagunça em torno de quem detém os direitos autorais da novela já cansou e só impulsionou a ida de mais telespectadores ao canal do Homem do Baú depois de A Favorita.
Perdi a primeira fase da novela porque estava uma loucura na faculdade, então chegava em casa e caía na cama. E a idéia de acompanhar uma teledramaturgia não me apetecia mais, já tinha me livrado dessa droga – afinal, ninguém merece perder tempo com mesmice. As férias chegaram e, com elas, o ócio noturno. Não deu outra: vou assistir Pantanal. Nossa, fiquei extasiado. Primeiro, com a beleza da Cristiana Oliveira, coberta por uma juba sensacional. Segundo, pelas imagens paradisíacas do cenário todo. Terceiro, pelo motel da região pantaneira, que é um rio! Tipo, muito original.
Jayme Monjardim e Benedito Ruy Barbosa realmente selaram uma parceria que teve como produto final uma novela bem-feita para os escassos recursos da época – as tomadas aéreas são meio toscas, feitas dentro de aviões e gravadas por cinegrafistas que parecem ter síndrome de Parkinson. Mas ok, a gente perdoa.
Deixando a parte técnica de lado, a trama é o que há. Joventino, um burguesinho sem rumo na vida, começa uma aproximação lenta com seu pai, o todo poderoso do Pantanal, Zé Leôncio. O jovem acaba se apaixonando pela selvagem Juma Marruá, Cristiana Oliveira, que dizem se transformar em onça quando fica muito brava. E a história vai seguindo... Total falta de disposição para detalhar por aqui.
Banhos de rio, cenas de sexo, diálogos fortes e pertinentes, imagens paradisíacas e realismo combinado com misticismo dão o ar de Pantanal. O bom senso tanto dos atores como da equipe técnica conseguiu construir uma novela sem pieguice, e melhor: nada vulgar. A nudez não é um anexo dispensável e as cenas de sexo são de muito bom gosto. É nítida a diferença entre uma Juliana Paes pelada para angariar audiência e uma Cristiana Oliveira tomando banho em um rio, aliando sensualidade a um hábito cotidiano da personagem.
Já estou me despedindo de Pantanal, pois daqui a pouco a labuta estudantil recomeça e vou perder a continuação da saga de Juma & Cia. Mas para os desocupados nas noites de segunda a sábado, fica aí a dica. Coragem, colega!
Foto: Reprodução

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