31/07/2008

Ainda imperam

Certo sábado, há quase um mês, reencontro o Rafa, um grande amigo e, assim como eu, admirador do Coldplay. Qual foi uma das primeiras perguntas que ele me fez? “Você já ouviu o Viva La Vida?”. Respondi que não, pois a faculdade tinha me consumido tanto no fim do bimestre que acabei me desligando do mundo. Ele me garantiu que eu iria amar.


Pois é, daí que resolvi baixar um zilhão de álbuns de uma vez, uns já antigos, como Kala (M.I.A.) e Cross (Justice), além de outros mais recentes, como o próprio Viva La Vida or Death and All His Friends e o da Alanis Morissette (que achei um saco, por sinal). Resultado: não consegui ouvir nenhum direito.

Mas o novo trabalho de Chris Martin & Cia me chamou a atenção. Primeiro pela capa do disco, que é esplendorosa, e também pelo início do álbum, que traz a instrumental Life in Technicolor, sem o timbre melódico do vocalista. Ponto pra banda, uma introdução de cair o queixo, instigante e muito convidativa. Daí, abaixo minha cabeça para descobrir o nome da próxima faixa na telinha do iPod. Achei o título um tanto curioso: Cemiteries of London. Trazendo uma melodia repetitiva e pulsante, me remeteu a ritmos latinos e africanos, bem diferente de tudo aquilo que já tinha ouvido do Coldplay.

E as músicas vão indo e eu vou me cansando... Sim, fiquei meio exausto de acompanhar faixa por faixa. A sonoridade é densa, os ritmos díspares e a voz de Chris vai oscilando, dependendo da entonação que ele precisa impor à canção. Na belíssima 42, um ritmo a princípio suave e um vocalista contido dão lugar a uma bateria mais alegre e a uma guitarra mais nervosa. Há um quê de experimentação no ar. E Violet Hill? Um deleite.

A proposta que não entendi é a de juntar duas faixas em uma. Ok, se elas tivessem alguma ligação aparente, caso se complementassem de alguma maneira, ficaria mais fácil de assimilar o que a trupe queria passar. Não acredito que seja só um capricho ou uma maneira de singularizar ainda mais o álbum. Só me falta encontrar algum sentido nisso (costumo ser lerdo quando o assunto é “conceito”).

A minha preferida? Yes, sem dúvida. Mas prometo ouvir com mais calma todas as outras para não ser injusto. De antemão, só reitero uma coisa: o álbum A Rush of Blood to the Head continua imbatível. Toda a pompa épica de Viva La Vida ainda não me convenceu.

PS: Para quem ama ou odeia Chris Martin, vale a pena conferir a entrevista que o músico cedeu à Veja. Entre ataques de modéstia e de autodepreciação, o líder do Coldplay solta algumas declarações engraçadinhas, como: “Para ser sincero, acho que a única pessoa no mundo que não é insegura é George W. Bush. Ele é tão maluco que não tem tempo pra isso”. Beleza, Chris.

Fotos: Divulgação

Um comentário:

Anônimo disse...

Yes é a minha preferida tb Douglinhaaaaaas.
e O meu álbum preferido era o AROBTTH tb, mas o Viva me conquistou demais. É outra banda, nao consigo comparar mto os dois álbuns.
E obrigado por me citar hahahaha

abração!