
Pois é, daí que resolvi baixar um zilhão de álbuns de uma vez, uns já antigos, como Kala (M.I.A.) e Cross (Justice), além de outros mais recentes, como o próprio Viva La Vida or Death and All His Friends e o da Alanis Morissette (que achei um saco, por sinal). Resultado: não consegui ouvir nenhum direito.
Mas o novo trabalho de Chris Martin & Cia me chamou a atenção. Primeiro pela capa do disco, que é esplendorosa, e também pelo início do álbum, que traz a instrumental Life in Technicolor, sem o timbre melódico do vocalista. Ponto pra banda, uma introdução de cair o queixo, instigante e muito convidativa. Daí, abaixo minha cabeça para descobrir o nome da próxima faixa na telinha do iPod. Achei o título um tanto curioso: Cemiteries of London. Trazendo uma melodia repetitiva e pulsante, me remeteu a ritmos latinos e africanos, bem diferente de tudo aquilo que já tinha ouvido do Coldplay.
E as músicas vão indo e eu vou me cansando... Sim, fiquei meio exausto de acompanhar faixa por faixa. A sonoridade é densa, os ritmos díspares e a voz de Chris vai oscilando, dependendo da entonação que ele precisa impor à canção. Na belíssima 42, um ritmo a princípio suave e um vocalista contido dão lugar a uma bateria mais alegre e a uma guitarra mais nervosa. Há um quê de experimentação no ar. E Violet Hill? Um deleite.
A proposta que não entendi é a de juntar duas faixas em uma. Ok, se elas tivessem alguma ligação aparente, caso se complementassem de alguma maneira, ficaria mais fácil de assimilar o que a trupe queria passar. Não acredito que seja só um capricho ou uma maneira de sin
gularizar ainda mais o álbum. Só me falta encontrar algum sentido nisso (costumo ser lerdo quando o assunto é “conceito”).A minha preferida? Yes, sem dúvida. Mas prometo ouvir com mais calma todas as outras para não ser injusto. De antemão, só reitero uma coisa: o álbum A Rush of Blood to the Head continua imbatível. Toda a pompa épica de Viva La Vida ainda não me convenceu.
PS: Para quem ama ou odeia Chris Martin, vale a pena conferir a entrevista que o músico cedeu à Veja. Entre ataques de modéstia e de autodepreciação, o líder do Coldplay solta algumas declarações engraçadinhas, como: “Para ser sincero, acho que a única pessoa no mundo que não é insegura é George W. Bush. Ele é tão maluco que não tem tempo pra isso”. Beleza, Chris.
Fotos: Divulgação

Um comentário:
Yes é a minha preferida tb Douglinhaaaaaas.
e O meu álbum preferido era o AROBTTH tb, mas o Viva me conquistou demais. É outra banda, nao consigo comparar mto os dois álbuns.
E obrigado por me citar hahahaha
abração!
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