- A banda tocou em uma festa da estilista
Vivienne Westwood, dentro de um barco, em Londres;
- O feito foi repetido numa festa da
Yves Saint Laurent transmitido pelo site
Show Studio;
- A música
Music is My Hot Sex virou trilha do vídeo de lançamento do iPod Touch;
- A vocalista foi capa da revista
Dazed & Confused de março e, em setembro passado, abrilhantou um editorial de moda para a
Pop Magazine. Para completar, a garota é a terceira colocada na cool list da publicação inglesa
NME (New Music Express) e namora Simon Taylor, guitarrista do fenômeno musical Klaxons.
- O grupo pop abriu shows para artistas influentes, como Gwen Stefani e The Rapture, além de ter participado de grandes festivais, como o de Glastonbury.

É, o
Cansei de Ser Sexy,
CSS para os íntimos, está com tudo.
Quando os ouvi pela primeira vez, achei mais do que engraçado. O hit
Meeting Paris Hilton era tão fresco, inusitado, que não tinha como não se deixar levar pela proposta (se é que Lovefoxx & Cia tinham alguma).
Fiquei curioso quando eles lançaram o álbum homônimo e baixei. Gostei de algumas músicas, como
Let’s Make Love and Listen Death from Above, e outras odiei completamente, como a irritante
Bezzi. Bem, daí que resolvi assistir a uns vídeos do CSS tocando ao vivo soltos pelo You Tube e me toquei que eles não sabiam tocar. Sabiam exatamente o que estavam fazendo – apesar de negarem sempre –, mas tocar definitivamente não era o forte das crianças.
Mas, mesmo assim, os Canseis fizeram uma mega-turnê mundial (com quase seis shows por semana!) e imprimiram seu estilo no cenário musical. A tal da cultura hype está cada vez mais presente, lançando listas dos mais cool do mundo e tendências, apontando os it guys e as it girls, e o mundinho indie é a referência para toda essa parafernália. E CSS está totalmente inserida nesse universo.
É cool dizer que uma banda é mais importante do que sua própria família? É hype virar as costas para o público brasileiro só porque o mercado fonográfico nacional está em frangalhos? Adoro o Cansei, mas essas bobagens que às vezes eles soltam são de morrer. Fora os fãs esteriotipados e cheios de ser 'indie-globalizado', uma padronização só. Robôs não têm vez, ao menos pra mim. Se Luisa Lovefoxxx tem um estilo tão próprio e se os indies pregam tanto a busca pela individualidade, por que esse princípio é quebrado por quase todos os adeptos ao ‘movimento’? É a pirataria do estilo.

E agora o CSS vem com mais um álbum,
Donkey. Ouvi e gostei.
Give Up está no repeat,
Jager Yoga é um ótimo convite a curtir o restante do CD,
Raggae All Night traz referências sutis do gênero de Bob Marley,
Left Behind pode virar hit e
Rat is Dead (Rage) é nervosa, meio freak. Bem superior ao primeiro, pois traz um som mais rock e orgânico, aliado às letras nonsense da banda.
Os fãs mais ardorosos, em geral, não gostaram do novo trabalho. Uns alegam que o grupo se vendeu para o mercado, que as músicas são fracas e muito parecidas, já outros acreditam numa reinvenção que não deu certo. Discussões à parte, o CSS volta com tudo e promete continuar exercendo sua influência na música. Ponto pra eles.
Fotos: Divulgação