
Na edição de setembro da revista, o colunista expôs um estudo que busca desvendar as tendências comportamentais de fãs de diferentes estilos musicais. Vamos a alguns trechos:
"... a respeitável dra. Felicity Baker [psiquiatra] concluiu que fãs de música pop tendem mais à dúvida sexual, enquanto quem curte dance music tem mais chances de consumir drogas. Os fãs de jazz tendem à solidão e têm dificuldade de aceitação social, enquanto os adoradores do metal tendem a roubar, praticar sexo sem proteção, dirigir alcoolizados e sofrer de depressão, que pode levar ao suicídio".
O texto não pára por aí. Miguel propõe que o estudo se estenda para a realidade brasileira. Confiram:
"Fã de axé (foto): tendência à facilidade com línguas, já que
muitas passam pela mesma boca em uma noite só (inclusive o 'yorubá', graças a palavras como 'abadá' e 'olodum').Fã de MPB: tendência a bater palma para o pôr-do-sol.
Fã de samba: tendência a chamar 'urubu' de 'meu loro'.
Fã de indie: tendência a se frustrar com o sistema, o que leva à raiva e, como diz o mestre Yoda, 'que leva ao medo, que leva ao ódio, que leva ao lado negro da Força'.
Fã de pagode: tendência a ser 'jogador de futebol', mas é só
tendência mesmo. Eles usam a corrente do craque, o brinco brilhante do craque, o corte de cabelo do craque, o instrumento musical predileto do craque, mas a bola é sempre fora.Fã da jovem guarda: tendência a assistir a TV na noite de Natal, o que leva à depressão, que leva ao suicídio."
Muito bom, né? Agora, eu acrescentaria outros grupos à lista.
Fã de black music: tendência a comprar um celular com MP3 (geralmente em 10X sem juros) só para tocar Rihanna, Chris Brown e afins, em alto e bom som, no ônibus. Terminam o supletivo e logo compram uma moto que, dali pra frente, será seu instrumento de trabalho, afinal não existe motoboy sem uma moto. Na garupa do veículo, só as 'gostosas' da comunidade, que se acham as próprias Beyoncés.
Fã de emocore: tendênia à defasagem da língua portuguesa, com pobreza de vocabulário e inclusão da letra 'x' em qualquer palavra. NX Zero e Fresno são os grandes expoentes, espécie de poetas do movimento. Franjas lisas e duras, lápis no olho, roupas justíssimas e muita emoção gratuita são comuns. Grande adesão das pattys groupies.
Fã de reggae (foto): tendência ao alto consumo de maconha. Dreads (pra ser mais convincente) e muita adoração ao nada e ao além, com forte necessidade de afeto. Armandinho e Natiruts são ídolos.
Adoro a brasilidade.
Fotos: Reprodução/G1

2 comentários:
Otimo texto!!! Tb quero dar a minha contribuicao. HUaha..
Fa de pagode baiano: tendencia de balancar as "cadeiras" a qualquer batucadinha no bar da esquina, de ralar na boquinha da garrafa sempre que a Nova Schin estiver perto do fim, de comprar micro shorts da Escala e sair por ai com botinha a la Carla Perez, dancando "ralei o tchan", e falando que tudo aquilo faz parte do axe music.
Bom, os sintomas só confirmam: mil vezes curtir música eletrônica do que ser metaleiro... ;^)
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