23/10/2008

O circo dos americanos

As eleições americanas estão cada vez mais perto. Quem acompanhou John McCain, Barack Obama e Hillary Clinton desde o início da saga dos presidenciáveis, não imaginava que outros elementos invadissem o cenário político e causasse ainda mais frisson.


Ídolo pop

Após a derrota de Hilary dentro do Partido Democrata, Obama chamou ainda mais os holofotes para si próprio. Primeiro negro com grandes chances de ocupar a Casa Branca, o senador passa a representar a esperança, o progresso, a possibilidade dos Estados Unidos saírem de dois mandatos desastrosos de George W. Bush. O resultado de todos esses ingredientes misturados? O mundo pop se rendeu a Obama.


A moda não larga mais dele. Até a Cavalera está vendendo camisetas com o rosto do democrata a um preço muito acessível (R$ 19,90). Uma vendedora me disse que a peça é o grande sucesso da marca brasuca na última temporada [não entendo a razão, já que o brasileiro deveria se ater aos seus candidatos, ao invés de idolatrar os do exterior. Puro hype mesmo].


Barbie que nada! O lance é brincar com Obama.



A imprensa americana sabe de seu poder de influência. A Rolling Stone (foto à direita), inclusive, teve uma de suas maiores vendagens dos últimos anos e fez uma capa bem representativa: só o rosto sorridente do candidato, sem nenhuma outra chamada.

Fora as celebridades, que são um caso à parte. Natalie Portman, Scarlett Johansson, Oprah Winfrey, George Clooney, Kanye West e por aí vai… Todos apoiando e fazendo inúmeros discursos manjados, tentando inserir até humor no negócio. E, na condição de celebridade-máster, Obama agora é alvo dos paparazzi, tanto que já foi flagrado em férias no Havaí.

A rechaçada

Quem é Sarah Palin? Hãããã... Governadora do Alasca. Minha gente, o Alasca tem governador desde quando? Há vida nesse lugar? Fiquei chocado. A governadora do Alasca é a vice do vovô McCain.


Ela já foi alvo de tantas críticas e especulações que até me perdi. Desde o penteado característico à filha grávida aos 17 anos, a ex-miss injetou ânimo na corrida presidencial e tirou um pouco dos holofotes de Obama. Como não poderia deixar de ser, é duramente ridicularizada, principalmente por não esconder seu conservadorismo, um tanto fajuto se levantarmos seu passado. A comediante Tina Fey não poupa Palin nas suas imitações, que são vangloriadas pelos americanos.

Até em filme pornô a figura da vice marca presença [é uma atriz, calma!]


Montagens denegrindo a purista são mais do que recorrentes.


Sarah Palin é pop, mas com uma imagem um tanto denegrida [o que eu adoro!].

Desfecho

Dia 04 de novembro está chegando. A coroação de Obama parece certa, mas como os órgãos de pesquisa dos Estados Unidos não são muito confiáveis, a previsão pode mudar. De quem eu gosto mais? O menos pior é o democrata, mas ele não chega a me empolgar. Tudo muito montado, propostas vazias e discurso de ótima retórica, um talento que reconheço nele. Aliás, um dos poucos talentos que enxergo no candidato.

McCain e Palin? NO, NO, NO!

Fotos: DListed/Reprodução

Um comentário:

Thiago Lasco disse...

Se der McCain, vai ser outra daquelas eleições com pouquíssima legitimidade. E os EUA vão ficar ainda mais queimados no cenário mundial!