16/12/2008

Incluindo a nata

Wikipédia define "Inclusão Digital":

Inclusão Digital ou infoinclusão é a democratização do acesso às Tecnologias de Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails. Mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.


- Expia só a evolução do Brasil na inclusão digital nos seguintes links: Blog da PGA e Tolices do Orkut. Estou pasmo até agora.

Foto: Blog da PGA

30/10/2008

Movimento de araque

Lembra daquele livro que as gêmeas Olsen lançariam este mês?

Pois bem, as meninas fizeram o lançamento oficial, em Nova York, com uma tarde de autógrafos.


Tudo ia bem até que... O PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), organização que se diz defensora dos animais, fez uma aglomeração inusitada: os manifestantes usavam máscaras bem caricaturizadas das Olsen e seguravam cartazes com os trocadilhos "Hairy Kate" e "Trashley".


Não é novidade que as 'atrizes' são odiadas pelo PETA, pois usam casacos de pele sem dó. Agora, devemos dar credibilidade a uma ONG que tem com porta-voz Pamela Anderson?


Adoro os animais e sou contra os casacos de pele [apesar de ser carnívoro, olha a contradição]. Agora, não confio no PETA. Só vejo esse povo berrando, invadindo passarelas, rasgando fotos de celebridades, mas os resultados de todas essas ações ninguém divulga. Pouco se sabe a respeito das medidas que o grupo toma para interromper o massacre de animais. ONG-celebridade não dá, né?

Fotos: Reprodução

23/10/2008

O circo dos americanos

As eleições americanas estão cada vez mais perto. Quem acompanhou John McCain, Barack Obama e Hillary Clinton desde o início da saga dos presidenciáveis, não imaginava que outros elementos invadissem o cenário político e causasse ainda mais frisson.


Ídolo pop

Após a derrota de Hilary dentro do Partido Democrata, Obama chamou ainda mais os holofotes para si próprio. Primeiro negro com grandes chances de ocupar a Casa Branca, o senador passa a representar a esperança, o progresso, a possibilidade dos Estados Unidos saírem de dois mandatos desastrosos de George W. Bush. O resultado de todos esses ingredientes misturados? O mundo pop se rendeu a Obama.


A moda não larga mais dele. Até a Cavalera está vendendo camisetas com o rosto do democrata a um preço muito acessível (R$ 19,90). Uma vendedora me disse que a peça é o grande sucesso da marca brasuca na última temporada [não entendo a razão, já que o brasileiro deveria se ater aos seus candidatos, ao invés de idolatrar os do exterior. Puro hype mesmo].


Barbie que nada! O lance é brincar com Obama.



A imprensa americana sabe de seu poder de influência. A Rolling Stone (foto à direita), inclusive, teve uma de suas maiores vendagens dos últimos anos e fez uma capa bem representativa: só o rosto sorridente do candidato, sem nenhuma outra chamada.

Fora as celebridades, que são um caso à parte. Natalie Portman, Scarlett Johansson, Oprah Winfrey, George Clooney, Kanye West e por aí vai… Todos apoiando e fazendo inúmeros discursos manjados, tentando inserir até humor no negócio. E, na condição de celebridade-máster, Obama agora é alvo dos paparazzi, tanto que já foi flagrado em férias no Havaí.

A rechaçada

Quem é Sarah Palin? Hãããã... Governadora do Alasca. Minha gente, o Alasca tem governador desde quando? Há vida nesse lugar? Fiquei chocado. A governadora do Alasca é a vice do vovô McCain.


Ela já foi alvo de tantas críticas e especulações que até me perdi. Desde o penteado característico à filha grávida aos 17 anos, a ex-miss injetou ânimo na corrida presidencial e tirou um pouco dos holofotes de Obama. Como não poderia deixar de ser, é duramente ridicularizada, principalmente por não esconder seu conservadorismo, um tanto fajuto se levantarmos seu passado. A comediante Tina Fey não poupa Palin nas suas imitações, que são vangloriadas pelos americanos.

Até em filme pornô a figura da vice marca presença [é uma atriz, calma!]


Montagens denegrindo a purista são mais do que recorrentes.


Sarah Palin é pop, mas com uma imagem um tanto denegrida [o que eu adoro!].

Desfecho

Dia 04 de novembro está chegando. A coroação de Obama parece certa, mas como os órgãos de pesquisa dos Estados Unidos não são muito confiáveis, a previsão pode mudar. De quem eu gosto mais? O menos pior é o democrata, mas ele não chega a me empolgar. Tudo muito montado, propostas vazias e discurso de ótima retórica, um talento que reconheço nele. Aliás, um dos poucos talentos que enxergo no candidato.

McCain e Palin? NO, NO, NO!

Fotos: DListed/Reprodução

07/10/2008

O peso da idade

Será que Madonna chega inteira ao Brasil?


Sei não, hein... Os cliques foram feitos no show que a cantora fez em Nova York, nesta segunda-feira (06).

Foto: Reprodução/EGO

04/10/2008

Cuidado com o que você ouve

A coluna Vida Pop, escrita por Miguel Sokol para a Rolling Stone, está hilária.


Na edição de setembro da revista, o colunista expôs um estudo que busca desvendar as tendências comportamentais de fãs de diferentes estilos musicais. Vamos a alguns trechos:

"... a respeitável dra. Felicity Baker [psiquiatra] concluiu que fãs de música pop tendem mais à dúvida sexual, enquanto quem curte dance music tem mais chances de consumir drogas. Os fãs de jazz tendem à solidão e têm dificuldade de aceitação social, enquanto os adoradores do metal tendem a roubar, praticar sexo sem proteção, dirigir alcoolizados e sofrer de depressão, que pode levar ao suicídio".

O texto não pára por aí. Miguel propõe que o estudo se estenda para a realidade brasileira. Confiram:

"Fã de axé (foto): tendência à facilidade com línguas, já que muitas passam pela mesma boca em uma noite só (inclusive o 'yorubá', graças a palavras como 'abadá' e 'olodum').

Fã de MPB: tendência a bater palma para o pôr-do-sol.

Fã de samba: tendência a chamar 'urubu' de 'meu loro'.

Fã de indie: tendência a se frustrar com o sistema, o que leva à raiva e, como diz o mestre Yoda, 'que leva ao medo, que leva ao ódio, que leva ao lado negro da Força'.

Fã de pagode: tendência a ser 'jogador de futebol', mas é só tendência mesmo. Eles usam a corrente do craque, o brinco brilhante do craque, o corte de cabelo do craque, o instrumento musical predileto do craque, mas a bola é sempre fora.

Fã da jovem guarda: tendência a assistir a TV na noite de Natal, o que leva à depressão, que leva ao suicídio."

Muito bom, né? Agora, eu acrescentaria outros grupos à lista.

Fã de black music: tendência a comprar um celular com MP3 (geralmente em 10X sem juros) só para tocar Rihanna, Chris Brown e afins, em alto e bom som, no ônibus. Terminam o supletivo e logo compram uma moto que, dali pra frente, será seu instrumento de trabalho, afinal não existe motoboy sem uma moto. Na garupa do veículo, só as 'gostosas' da comunidade, que se acham as próprias Beyoncés.

Fã de emocore: tendênia à defasagem da língua portuguesa, com pobreza de vocabulário e inclusão da letra 'x' em qualquer palavra. NX Zero e Fresno são os grandes expoentes, espécie de poetas do movimento. Franjas lisas e duras, lápis no olho, roupas justíssimas e muita emoção gratuita são comuns. Grande adesão das pattys groupies.

Fã de reggae (foto): tendência ao alto consumo de maconha. Dreads (pra ser mais convincente) e muita adoração ao nada e ao além, com forte necessidade de afeto. Armandinho e Natiruts são ídolos.

Adoro a brasilidade.

Fotos: Reprodução/G1

Santas de lugares diferentes

Angelina Jolie é uma santa.


É a única explicação, considerando que ela tem seis filhos, sendo três adotivos, e continua lindíssima! A atriz voltou ao batente essa semana pra divulgar seu novo filme, The Changeling.

Agora, uma outra celebridade deu as caras e, mesmo coberta por um manto, continuamos a duvidar de sua sanidade, ops!, santidade. Ah, dá no mesmo.


Britney, continuamos com você.

Fotos: Reprodução

29/09/2008

A bela e a fera

De que a Natalie Portman é linda ninguém duvida, certo?


Mas e aquele namorado bizarro que ela tinha, o tal de Devendra Banhart? Sim, TINHA, porque estão dizendo que eles terminaram.


Ele é um cantor folk e a Natalie inclusive já participou de um de seus clipes, Carmensita. Vale a pena conferir.



Aproveitando a nova onda de peladões no Caos Pop, clique aqui e aqui para ver o super Devendra como veio ao mundo. As fotos saíram recentemente. Sintam o drama.

Fotos: Reprodução

Estilo em desnível

Odeio essa onda de sandálias Croc. São muito cafonas. Agora, achei esse flagra do Iggy Pop muito curioso.


Repararam em algo diferente?

Foto: Reprodução

27/09/2008

Meus novos vícios

Cara, não deixo de comer um desses chocolates por um dia sequer!


O Classic Duo, com chocolate branco e ao leite, é o melhor... Nossa, uma delícia. Todos a R$ 1,70, na média. Bancas de jornal da Paulista vendem horrores.

Completamente viciado.

Foto: Divulgação.

Antes da morte

Acabei de ganhar a biografia da Amy Winehouse!


Junto com o presente veio uma dedicatória da minha amiga Vanessa. É a síntese do que esse livro representa. Leiam:

"Aproveitei para comprar esse livro antes que Amy Winehouse decida ir cantar com junto com Elvis, Beatles, Frank Sinatra... Já pensou como os artigos da inglesa não vão inflacionar depois disso? :)

Desfrute das peripécias da sua diva. E espero que o livro traga novidades, afinal a vida de Amy está diariamente em qualquer mídia. :)"

Depois conto tudo pra vocês.

Foto: Divulgação

Casamento

Ok, o casamento da Sandy foi há mil anos, mas não podia deixar de registrar por aqui, né?


Uma fonte fidedigna foi à cerimônia e relatou a chatice da festa. Tipo, os convidados estavam super-desanimados, sendo que às duas da manhã já tinha uma galera vazando. DUAS DA MANHÃ? Gente, esse é o horário oficial pra ficar loucaço em uma festa!

Ah, tem mais: essa fonte disse que o Xororó estava chateado com a filha. Motivo? Ela vai morar em um apartamento com o marido. O sertanejo ofereceu a mansão dele para o casal, mas Sandy e Lucas não aceitaram. Nossa, um momento de bom-senso, Xororó!

Outra coisa: Sandy vai para a Europa com Lucas. Ela quer fazer um curso de culinária e ser uma dona-de-casa normal, viver uma vida mais tranqüila. Não sabem quando vão voltar.

Para finalizar, eis a indagção pertinente do colunista José Simão: Sandy estava casando ou fazendo a primeira comunhão?

Foto: Divulgação

16/09/2008

Celebrate good times!

Amo Amy Winehouse. Podem falar o que quiser, mas me divirto horrores com ela. Nunca ri tanto de uma pessoa desde a Lacraia, aquela do funk carioca.


Domingo foi o aniversário de 25 anos da cantora e, como não poderia deixar de ser, seria comemorado à altura (afinal, em se tratando de Amy, cada ano que passa é uma vitória). Pois bem, seus amigos descolados armaram uma festa, com direito a bolo com a cara dela estampada (um convite à má-digestão) e bebidas à vontade. Qual não foi a surpresa geral? Winehouse simplesmente não apareceu! Ela estava ciente da comemoração, tanto que a amiga mais próxima, Remi Nicole, enviou dois táxis para a casa dela, na esperança de que a junkie saísse da cova. Nada. O melhor da história foi a desculpa de Amy: "Estou muito feia".


Jura? A gente nunca reparou, Amy.

Fotos: Reprodução.

11/09/2008

Dupla dinâmica?

Ando intrigado com uma coisa: que relação é essa entre Keira Knightley e Anna Wintour?


Ontem a Vogue, a Chanel e o Cinema Society promoveram uma festa para o lançamento do filme The Duchess, que estréia dia 19 nos Estados Unidos. Keira é capa de setembro da publicação americana, atual garota-propaganda do perfume Coco Mademoiselle, da maison francesa, e a protagonista desse longa inglês. Era a festa dela. Agora, fazendo um retrospecto, a impressão que tenho é a de que Wintour adotou Knightley como garota-prodígio, uma estrela a ser observada.

As duas já trabalharam juntas em quatro capas da Bíblia da moda. Detalhe: desde 2005, a atriz britânica estampa a capa da revista uma vez por ano, fora as inúmeras referências feitas a ela em outras edições. Ou seja: parece ser a atual queridinha de Wintour. Fora que a dupla já está sendo chamada de freak pelo mundo fashion, principalmente pela magreza excessiva de ambas (que lhes conferem um ar meio doentio, com cabeçonas).

Os fashionistas não entendem essa fascinação da editora-chefe da Vogue por Knightley. Honestamente? Nem eu. Mas adoro as duas, pois representam o poder feminino. Enquanto uma é temida e influencia o mundo da moda como ninguém (está à frente da Vogue há 20 anos), a outra aos poucos se consolida no meio cinematográfico, tanto que já é a segunda atriz mais bem paga de Hollywood, atrás apenas de Cameron Diaz.

Finalizo esse post com as capas de Keira na Vogue América:

2008

2007

2006

2005

Fotos: Reprodução

Final bombante

Natalie Portman, Charlize Theron e Stuart Townsend foram flagrados na final do US Open.


Adorei o clique.
Foto: Reprodução.

08/09/2008

Morno mais uma vez

Britney Spears foi a grande vencedora do Video Music Awards 2008. Acha que é brincadeira? Pois é, eu não botava muita fé na menina, mas dessa vez foi.


Vamos aos comentários:

- Britney (foto), como todos já sabiam, abriu a premiação sem uma performance no palco. A cantora estava até bonita, com exceção do cabelo bizarro que mais parecia um capacete. Toda a encenação que ela fez com um ator foi patética, queria ser engraçada mas era tosca (em se tratando desses eventos americanos, não me surpreendeu nada).

- O palco era bem pequeno, mais parecia um programa de auditório do que propriamente uma celebração à altura do VMA, que, por sinal, estava completando 25 anos de vida. Alguém avise aos produtores que o Radio City, em Nova York, ainda é o melhor local para premiações, por favor!

- Alguns shows foram dentro do estúdio e outros nas cidades cenográficas montadas pela Paramount. Acho isso uma chatice, além de ser cafona.

- Jonas Brothers foram muito zuados pelo apresentador Russell Band. E parece que eles não levaram na esportiva. Os irmãos fizeram uma apresentação chatíssima, digna de Framboesa de Ouro da música.

- Rihanna (foto) tentou ser a rainha do evento, mas foi ofuscada por Britney Spears, que abocanhou três prêmios. A morena foi a primeira a se apresentar, entoando sua canção mais recente e hipnotizando os presentes com seu look travesti. Pra completar, ainda subiu ao palco mais uma vez, agora com o rapper T.I. RiRi estava desconfortável com a roupa (a mini-jaqueta ameaçava mostrar seus seios a qualquer momento) e sua voz não era uma das melhores.

- E aquelas apresentações chatas daqueles rappers que ninguém sabe o nome?

- Christina Aguilera (foto) foi uma das atrações da noite. Dançou, mostrou seu novo cabelo e... recorreu ao playback. Quem diria, hein? Mas dá pra entender: a coreografia era muito pesada, não daria pra sincronizar a dança com o canto (desculpa mais ‘Britney Spears’ impossível). Mas nós conhecemos o talento dela, dá pra relevar.

- Kanye West fechou o VMA. Nem prestei atenção, pra ser honesto. Ele sempre quer fazer uns shows-conceito, mostrar que é o ‘it guy’. Pura bobagem.

Adoro premiações, mas o VMA já não me empolga desde 2003, quando Britney, Christina e Madonna arrasaram naquela apresentação histórica. Os produtores do evento resolveram não realizá-lo mais em Nova York, migrando para Miami, Las Vegas e, neste ano, Hollywood. Nenhum empolgou ou trouxe novidades, como a produção esperava.

Minhas esperanças recaem no EMA’s (Europe Music Awards) e Brit Awards, pois são mais ecléticos na seleção dos shows. “Mas e o VMB?”, você deve estar se perguntando. Nossa, aquilo é certeza de uma coisa: bode a noite inteira.

Lição do VMA 2008: Britney is coming back, bitch!

Fotos: Divulgação / JustJared

07/09/2008

Por que eu insisto?

Alguém assistiu ao Brazil's Next Top Model? Sim, a 2ª temporada estreou na última quinta-feira.


Minhas considerações?

- O estilista Dudu Bertholini e o maquiador Duda Molinos eram as minhas grandes apostas para apimentar o júri, que na temporada passada era péssimo. Bom, ao menos no primeiro episódio, a dupla fashion ainda não mostrou ao que veio. Tímidos e com opiniões difusas.

- Erika Palomino é a melhor da bancada, sem dúvida alguma. Não tem medo de dizer o que vem à cabeça e faz bons apontamentos (os mais ácidos e engraçados).

- Carlos Pazetto, o diretor de cena, faz bem o seu papel, apesar de não mostrarem muito as direções que ele dá as garotas. A produção poderia explorar mais esse lado, afinal só saberemos as fraquezas de cada garota quando um profissional qualificado indicá-las pra gente.

- Fernanda Motta é a piada do programa. Continua robótica, artificial e acha que consegue passar seus 'conselhos' com clareza. Ainda reproduz, em português, tudo o que Tyra Banks costuma falar na versão americana do reality. Personalidade zero.

- A edição do Brazil's é confusa e o áudio é péssimo (além de algumas horas ser baixo, dá para ouvir o eco das vozes do jurados no recinto). Falta cuidar melhor da parte técnica.

- E o merchandising? Quase tive uma overdose de Nivea.

- As aspirantes a modelo são até bonitinhas, mas nenhuma deslumbrante. Vão ter que ralar muito para nos convencer que alguma ali é digna de se tornar uma top model.

- O que continua a me incomodar são os diálogos vazios. No America's Next Top Model os jurados sempre dão conselhos relevantes e específicos a cada garota, apontando suas deficiências de maneira prática, e melhor: ensinando-as a melhorar. Já na versão brasileira isso não acontece. A expert Fernanda Motta só sabe pedir leveza e atitude. Pra todas.

Depois de tudo isso, vocês acham que vou perder meu precioso tempo assistindo ao programa? Claro que sim! Adoro esses enlatados.

Foto: Divulgação.

05/09/2008

Assim não dá!

Já perdi muito cabelo. Tudo por causa da Madonna.


Nossa, o que foram as compras dos ingressos, minha gente? Uma desorganização daquelas! E eu ainda tinha esperanças de que o sistema funcionaria bem, principalmente depois de todas as precauções que a Time For Fun anunciou na imprensa: cadastro antecipado, 25 servidores no site, quatro pontos de venda espalhados pela cidade e o call center.

Minhas esperanças, todavia, foram lançadas no maior alçapão da descrença.

- Meia-noite de quarta-feira estava eu em frente ao computador. Entrei no site e já percebi que nada seria fácil. Nenhum servidor estava livre e, quando finalmente acessei um dos 25, dava pau toda hora. Comecei a abrir várias janelas pra tentar entrar no sistema, mas nada.

- Ao passo que tentava pela internet, comecei a arriscar a compra pelo telefone. Meu amigo me aconselhou a não fazer isso, uma vez que a T4F anunciou a abertura do call center para as 9:00AM (o que não era verdade, já que algumas pessoas conseguiram ser atendias na madrugada).

- O site parou numa etapa, não conseguia prosseguir. Entrei na comunidade da Madonna pra saber se eu era o único passando por aquele perrengue. Constatei que não. Em menos de uma hora, o tópico intitulado “Congestionadooooo” já acumulava mais de 6 mil comentários. O caos estava apenas começando.

- Já eram 3:00AM e nada. Fui dormir, claro, contando que no dia seguinte tudo ia melhorar. Precisava acordar cedo, afinal sou proletário.

- Às 6:00AM acordo num salto e já ligo o computador. Nenhum servidor operando. Telefone? Nada. O jeito seria ir ao trabalho e tentar por lá mesmo.

- O desespero bateu pela primeira vez. Eu, minha amiga Vanessa e outros agregados íamos tentando comprar. Resolvi ir para a fila (foto) do Parque Antártica, pensando em ser mais uma opção dentro dessa zona. Quando cheguei lá, foi inevitável não se espantar. Aquilo estava um cortiço! Bees descamisadas, lençóis pendurados, ambulantes gritando adoidado, imprensa na busca das melhores fontes e imagens, idosos servindo de alavanca para uma compra mais rápida, brigas com cambistas, calor infernal e fãs agredindo verbalmente os funcionários da queimadíssima Time For Fun. Já fui a muitos shows grandes, mas nunca assisti a cenas como estas.

- Conversei com um amigo que estava na fila há horas, sendo que seu namorado tinha chegado ao estádio no dia anterior e eles estavam revezando para não perder o lugar. A indignação era o tom de todos que já não agüentavam mais esperar por um ingresso. Para se ter uma idéia, meu amigo foi atendido só às 18:00h!

- Fui para o fim da fila. Não queria correr o risco de apanhar por ser um furão. À medida que eu andava, fui me desesperando. Era muita gente! Duas quadras lotadas. E o que mais me angustiava era a possibilidade de ficar na fila por horas e não conseguir os ingressos, já que cada CPF tinha a chance de adquirir seis deles.

- E os boatos e especulações que surgiam do nada? “Os ingressos VIP acabaram”, “Parece que vai ter mais um show”, “Acho que eles vão fechar a bilheteria cedo”, “Só restam X ingressos”. Um inferno.

- Conversando com algumas pessoas nas filas, colhi alguns depoimentos curiosos. Um cara chegou por lá desesperado, já que tinha ido ao Credicard Hall (uma dos pontos de vendas) e um funcionário o informou de que as vendas tinham sido interrompidas (meio confusa essa história, já que muitas pessoas conseguiram ingressos na casa de shows). Detalhe: o garoto tinha acabado de conseguir um emprego, mas mesmo assim faltou e foi pra fila.

- Já uma professora ficava espalhando aos quatro ventos que tinha visto Madonna em 93, quando a cantora veio ao Brasil. Falou que foi ao show vestida de... Madonna, claro. Estava no auge de seus 15 anos e era maluquete mesmo.

- Uma gaúcha, ao saber que a fila preferencial para idosos e grávidas estava andando rápido, não hesitou em chamar a mãe que estava passeando no shopping West Plaza. A tendência foi se espalhando, para a indignação dos fãs que não podiam recorrer a essa artimanha.

- Quase uma hora depois, recebo um telefonema. Minha amiga Vanessa, que estava tentando comprar pela internet, finalmente tinha conseguido! Foram seis ingressos no total, fora os outros três que a amiga da irmã dela tinha conseguido pra gente no Credicard Hall. Parecia brincadeira, mas aparentemente era verdade. Saí da fila com um alívio, só pensando em comer e sair daquele calor infernal.

- Eu e a Vanessa ainda queríamos mais. Chegamos na faculdade e já entramos na internet, querendo comprar seis. No final, só deu pra comprar um. Recebemos os “Parabéns” da T4F por ter feito a compra, e a página anunciou que em instantes eu receberia um e-mail confirmando o ingresso. Pois bem, até agora não recebi nada.

- Acabou de sair um comunicado oficial da T4F no jornais, no qual a empresa diz que quem “teve o valor do ingresso debitado no seu cartão de crédito, mas não recebeu o e-mail de confirmação de compra, a Time For Fun entrará em contato dentro de 15 (quinze) dias úteis para garantir o primeiro pedido de compra. Portanto, essas pessoas estão com seus ingressos garantidos.” Quem acredita nessa história põe o dedo aqui, que vai fechar...

Fica aqui o registro de uma saga que ainda não acabou. Se pra comprar os ingressos foi essa zona, não quero pensar nos dias antecedentes ao show. A piração dos fãs aliada à desorganização da T4F não será uma boa combinação.

Fica aqui também a minha indignação com esse país, que não é sério. O Procon chegou a ameaçar a T4F por abuso, devido aos cartões de crédito preferenciais e à taxa inexplicável de 20% de conveniência (que os fãs já apelidaram de INconveniência). Como eu já esperava, nada foi feito.

Agora é aguardar os próximos capítulos. Tenho até medo de assisti-los.

Fotos: Divulgação/G1/Reprodução

31/08/2008

Propostas diferentes para um público igual

Ando com uma sede por revistas nesses dias. É uma atrás da outra, geralmente aquelas mais seguras, as que estou habituado a ler. Desta vez, contudo, procurei fazer diferente. Vi a Homem Vogue na banca e não resisti. Resolvi comprar pra conhecer a publicação.

Honestamente? Li muita coisa que eu já sabia. A matéria com o Fernando Meirelles é previsível, Rodrigo Hilbert (capa da edição) fez um ensaio insosso e sua mulher, Fernanda Lima, também participa da revista, numa sessão de fotos chata e conservadora. É uma revista para homens heteros e não para mulheres ou gays! E a diagramação? Confusa e quadrada (bem quadrada, eu diria).


A dicas de moda são dispensáveis e de gosto duvidoso. Fora que o leitor heterossexual, seu público-alvo, ficaria completamente perdido. Vou dar um exemplo. A revista fez uma matéria com a modelo Emanuela de Paula, a nova baby angel da Victoria’s Secret. Ok, no olho da reportagem o jornalista explica o que é Victoria’s Secret. Agora, nos parágrafos seguintes, nomes da moda são vomitados que até paro pra pensar: “Será que estou lendo a Vogue?”. Anna Wintour, Patrick Dermachelier, Diane Von Furstenberg e tantas outras personalidades da moda são citadas e pouco explicadas. Não estou chamando o leitor de burro, mas que homem hetero conhece todos essas referências do mundo fashion? Pouquíssimos. Falta a Homem Vogue situar melhor o seu consumidor, porque serão poucos os que vão pesquisar sobre o que não sabem. Pior: se o jornalista não os contextualiza, simplesmente deixam de ler a matéria, comprometendo a publicação.

Uma semana depois, comprei outra revista, desta vez americana. A Details saltou aos olhos na banca, principalmente quando li as chamadas na capa. “Você se casaria com uma porn star? Conheça caras que casaram”, “A melhor comida de rua do país”, “Você está mentindo sua idade?”. Muito mais interessantes, não? E inusitadas, fugindo do lugar-comum, das fotos de mulheres gostosas e afins. Uma revista para um homem curioso e esclarecido, sem preconceitos. Os editoriais são bem-feitos e podem ser aplicados no vestuário cotidiano, as dicas de moda são relevantes e práticas, a diagramação é dinâmica e a matéria de capa (com o ator Shia LaBeouf) é leve, apesar de não fugir muito da abordagem que a gente costuma ler nas revistas brasucas.

Adorei as seguintes reportagens: caras casados com atrizes pornôs, os motivos que levam um homem a mentir sua idade e homens que achavam que eram gays e depois se descobriram heterossexuais. Bem instigantes e com respostas surpreendentes. Ah, fora a cobertura que a revista fez do maior concurso de beleza masculina, uma espécie de Mister Universo. Perfis, dossiê de um crime e uma discussão entre estilistas sobre a moda masculina nos Estados Unidos completam a publicação, mostrando sua heterogeneidade. Só me assustei com o nacionalismo dos jornalistas. Tudo gira em torno da terra do Tio Sam, tudo mesmo! Mesmo assim, valeu gastar o preço salgado (R$ 22,90).

Teria como comparar essas publicações? Fica complicado. Buscam o mesmo público, mas com propostas diferentes. Uma pena que a Homem Vogue, na sua 20ª edição e reformulada, ainda não tenha montado uma personalidade, ao contrário da Details, que apesar de ainda estar engatinhando (essa foi a 9ª edição), já mostra um perfil definido e interessante.

Fotos: Reprodução

24/08/2008

Que justiça seja feita

Depois de tanto burburinho, finalmente saiu a confirmação de que Madonna vem ao Brasil para duas apresentações: uma no Maracanã (14/12) e outra no Morumbi (18/12). Os ingressos, aqui em São Paulo, começarão a ser vendidos no dia 03 de setembro.

A turnê Sticky & Sweet estreou ontem (23/08) no País de Gales. Pra variar, foi um sucesso e Mad provou que ainda impera no mundo do pop.


Partindo pra parte desagradável, não sei se vocês chegaram a acompanhar, mas parece que o Procon irá processar a Ticket 4 Fun, a responsável por trazer a diva ao Brasil.

Segundo os porta-vozes do órgão público de defesa ao consumidor, os modos de compra dos ingressos via internet são abusivos, principalmente quanto à inexplicável taxa de 20% de conveniência em cima dos preços, além de que os fãs só poderão usar os cartões Bradesco e American Express para a aquisição. Tirando o fato de que os valores são muito discrepantes se comparados a outros países. No Reino Unido, por exemplo, o passe para a ala VIP custa R$ 280,00. Já no Brasil a cifra sobe para R$ 600,00.

Vamos torcer para que o processo de fato aconteça.

Foto: Reprodução

Um tanto aliviado e angustiado

Ufa! Finalmente acabaram as Olimpíadas. Estou aliviado, afinal a tensão era grande, principalmente depois de tantas desilusões com os atletas brasileiros. Mas o que vai me deixar mais feliz é que não verei a cara e nem um turbilhão de notícias sobre Michael Phelps por um tempo. Sempre que acabam os Jogos Olímpicos, mesmo os grandes heróis dão uma sumida.

Agora, alguém pode me dizer o que é isso?


Não é possível! Quem teve a brilhante idéia de colocar mr. Phelps no Sucrilhos? Tipo, espero que a embalagem fique restrita somente aos americanos, caso contrário eu teria náuseas no café-da-manhã.

Pra piorar, visualizei uma nova foto para essa campanha da Kellogg's, incluindo um outro astro e irmão do grande nadador.


Michael Phelps e Carlitos Tevez: exemplos de que beleza não se põe na mesa.

Fotos: Reprodução

21/08/2008

Uma lição de classe

Depois do meu post anterior, resolvi apoiar o cenário pornô. Assistam ao filme "Be Smart, Drink Smart".


Rááááá! Pegadinha do Mallandro! Tudo bem que as campanhas publicitárias de cervejas trazem loiras gostosas e provocativas, mas desta vez pesaram a mão. Ah, e acreditem: é a Jessica Simpson, aquela cantora subdesenvolvida.

Aliás, que frase ridícula é esta? "Be Smart, Drink Smart". Quem elaborou esse slogan? A Xuxa? E de onde tiraram inspiração para essa foto monumental? Eu descobri. A porn star Jenna Jameson (foto abaixo) foi o molde para esse look incrível de Miss Simpson.


Um exemplo de carreira focada e de talento nato.

Fotos: Reprodução

Vergonha por quê?


Se você se chocou com a imagem acima é porque não está preparado para a nova onda editorial: a dos livros eróticos. The Big Penis Book é só mais uma dentre tantas outras publicações que trazem fetiches como tema. Para se ter uma idéia do sucesso desse lançamento, em alguns países já se encontra na terceira edição e acumula quase 100 mil exemplares vendidos.

O engraçado de todo esse frenesi são as reações das pessoas. Certa vez, quando fui à Fnac, reparei em um livro grosso e de dimensões bem vistosas, com um homem tatuado e sem camisa na capa. Estava em promoção. Um garoto folheava, olhava pros lados, folheava mais rápido, depois voltava a rondar o ambiente. Parecia um tanto desconfortável, mas morto de curiosidade para ver o que restava nas centenas de páginas. Tratava-se de Terryworld, livro do polêmico fotógrafo Terry Richards, repleto de cliques indiscretos, com peladões, cenas de sexo e fetiches diversos, como o fatídico caso homossexual entre Batman e Robin (foto à dir.). Na moda, Terry imprime seu estilo selvagem e já clicou celebridades como Kate Moss (foto à esq.) e as brasileiras Luiza e Yasmin Brunet bem desinibidas, além das famosas campanhas para Tom Ford, estilista que ama transpirar sexo em tudo o que realiza.

Dando continuidade ao meu traslado pelas livrarias, na Cultura me deparei com uma cena muito mais curiosa. Dois rapazes folheavam The Big Penis Book e esboçavam várias reações: ora riam, ora se espantavam. Depois gargalhavam, dando uma pausa e fazendo comentários silenciosos. Logo em seguida, dou de cara com The Big Book of Breasts (foto), que traz zilhões de fotos de seios. Todos grandes, claro. Quando estava prestes a pegar o livro, uma moça do meu lado deixa escapar seu horror: “Nossa, mas que coisa de mau gosto!”. Admito que a declaração me intimidou, mas a curiosidade foi mais forte.

Não sei se vocês repararam, mas todos os que se atreveram a conferir o conteúdo dessas publicações, incluindo eu, ficaram tímidos, talvez temerosos de serem pegos. Ora, por que a vergonha? O Brasil não é o país do carnaval, do biquíni cavado, da mulata sensual, da Mulher Melancia e derivadas? Não é a nação vista como uma das mais sensuais pelo mundo? Fazemos questão de vender essa imagem, mas no fundo somos tão moralistas quanto os americanos.

Apóio essa moda de livros eróticos. São classudos, divertidos, bem editados e começam a quebrar, gradualmente, o medo e a vergonha das pessoas consumirem sexo. Não é novidade pra ninguém que sexo vende muito, e se vende tanto é porque temos curiosidade, porque faz parte das nossas vidas, apesar de ser inexplicavelmente mal visto. Então, por que o tabu? Qual a dificuldade em assumir que os fetiches nos instigam?

E para os que não concordam que sexo é de interesse geral, sugiro que leiam um livro: The Big Nose Book.
Fotos: Reprodução